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Fiscalização • 13/02/2018 - 11:41 • Atualizado em: 13/02/2018 - 12:28

Camarote irregular é interditado na Rua do Bonfim, em Olinda

Além da interdição, o local foi multado em R$100 mil

por Lorena Andrade
Rafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensRafael Bandeira/LeiaJáImagensReproduçãoReproduçãoRafael Bandeira/LeiaJáImagens
O camarote Vulcan House, localizado na Rua do Bonfim, em Olinda, foi interditado na manhã desta terça-feira (13) de Carnaval. A interdição aconteceu após a Prefeitura de Olinda receber um vídeo-denúncia que mostrava shows e rodas de samba no local. A Lei do Carnaval (nº 5.306/2001) proíbe que casas do Sítio Histórico da cidade sejam alugadas para eventos privados com cobrança de ingresso. A prática só é permitida aos locais que são situados na cidade patrimônio durante todo o ano, como pousadas, hotéis e restaurantes. 
 
Na segunda-feira (12) a juíza plantonista do Fórum de Olinda, Maria Cristina Fernandes de Almeida, decidiu que essas casas utilizadas de maneira irregular estavam probidas de funcionar e, caso a Prefeitura de Olinda não agisse para coibir essas atividades, o prefeito seria multado em R$ 5 mil por dia. 
 
Além da interdição, a Vulcan House também foi multada em R$ 100 mil - caso descumpra, o valor será dobrado a cada dia. De acordo com o Secretário Executivo de Controle Urbano, Major Sérgio Fentes, que comandou a operação, a casa já havia sido alertada sobre as irregularidades. "No sábado (10) e no domingo (11), nós viemos e orientamos o dono do local sobre as regras que precisavam ser seguidas, mas ele continuou fazendo diferente, então tivemos que interditar", explicou Fentes. Ainda segundo o major, os donos do local podem recorrer da decisão. Policiais Militares e da Ciatur, Guarda Municipal e agentes de controle urbano participaram da ação.  
 
“A partir de agora ninguém mais pode entrar na casa, e quem tiver dentro terá que sair”, explicou Fents. Os foliões que chegaram ao local foram surpreendidos com a interdição. Acompanhada das filhas, a enfermeira Maria do Carmo Teles veio do bairro do Espinheiro aproveitar o único dia de folga no Carnaval e ficou frustrada ao ser impedida de entrar no camarote.
 
"Compramos o ingresso há mais de uma semana, eu estava super empolgada para aproveitar o dia com as minhas filhas e agora acontece isso. Não sei nem o que fazer mais. Quero meu dinheiro de volta", disse, revoltada. Ela, as filhas e os genros pagaram R$ 160 cada na entrada da casa, que dava direito a bebidas e comidas.
 
A nossa equipe tentou conversar com os donos da Vulcan House, mas eles disseram que não vão se posicionar. No site do camarote o local é descrito como uma "estrutura de camarote suspenso, espaço de alimentação, banheiros exclusivos, local arborizado, segurança e muito conforto. Conta ainda com samba de roda nos 4 dias de carnaval e orquestra de frevo, além do famoso All Inclusive". Ainda de acordo com o site, os ingressos podem chegar a R$ 1000.

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